terça-feira, 21 de maio de 2013

MEUS DADOS

Meu nome é Inês Vilvert, sou natural de Saudades S.C. Meu aniversário é dia 20\12 \1959.
Há 19 anos viemos para Mato Grosso, no município de Sorriso, com a expectativa de vivermos num estado  com clima diferente e com diversidades diferentes .
Sou professora há 22 anos. Fui professora durante 3 anos em Sorriso e em busca de um futuro melhor  e como eu e meu esposo somos filhos de agricultores decidimos vir para o campo. , e continuei sendo professora na Escola Vera Lúcia Schmidt, onde atuo até hoje.
Enfrentamos muitas dificuldades no início como falta de estrada, energia elétrica, falta de espaço físico na escola e outras, mas o povo que mora aqui luta e conseguiu superar as dificuldades.
Estou cursando faculdade de Pedagogia pela UNIP.  Optei pela escola no campo porque é com ela que eu me identifico e por ter conhecimento desse ambiente, possuo facilidade em interagir com a clientela da Educação no Campo.

domingo, 19 de maio de 2013

Realização


Meu nome é Tânia Inez Perondi, tenho 27 anos me formei no ano passado (2012), em Pedagogia, pela faculdade internacional de Curitiba Facinter do Estado do Paraná. Moro em uma vila há 26 anos chamada, Santo Antônio do Rio Bonito, Distrito de Nova Ubiratã MT. Estudei toda minha infância, adolescência e juventude em Escolas Campesinas. Sou casada, mãe de uma menina de três aninhos. Já trabalho na escola Municipal 13 de maio, a muitos anos, como prof: substituta , secretária, me afastei durante dois anos, Mas agora estou super feliz, por ter concluído minha faculdade e estar novamente a escola onde concluí meus estudos e poder estar lado a lado com meus professores. Gosto muito de trabalhar em escolas campesinas, pelo fato de ser mais tranquilo o ambiente e de ter contato pessoal com alunos e  pais. Acredito e defendo a ideia de que basta força de vontade de cada aluno para se desenvolver bem nos estudos, não necessariamente de se estudar em uma escola pública, particular na cidade ou no campo. Esse projeto vai  melhorar a realidade das escolas campesinas e mostrar que é possível fazer ligação da nossa realidade com o contexto escolar, valorizando o povo do campo e a busca dos alunos pela formação ligada a nossa realidade. Espero com muito gosto conseguir concluir todas as etapas desse curso.

sábado, 18 de maio de 2013

    Eu sou José Luis Botega, nascido em Maringá- Pr, 48 anos. Sempre morei e trabalhei exclusivamente na localidade rural. Na fase de criança, eu vivi juntamente com minha família, pai, mãe e 8 irmãos morando e trabalhando nas lavouras de Maringá Pr.
    Estudei na escola municipal " Machado de Assis" até aos 15 anos terminando a 8ª série. Quando estava com  17 anos em 1.982, meus pais resolveram se mudar para Mato Grosso, especificamente para região de Alta Floresta, norte de MT e eu é claro vim junto com eles.
     Trabalhei por 3 anos nas escolas de Alta Floresta. 20 anos trabalhei na área da Educação de Carlinda, município vizinho de Alta Floresta. Me formei em Pedagogia em 2005, tenho Especialização "Educação Infantis e Séries Iniciais"desde 2006.
     Me mudei para Nova Ubiratã Mt em 2010 e fui enviado para trabalhar numa escola rural do município e me tornei professor do campo, trabalhando com turmas Multi. Não foi por vontade própria, vim somente substituir um professor que estava doente por um mês e ainda continuo aqui faz 3 anos na escola municipal Pedro Álvares Cabral. O trabalho na escola campesina é bastante difícil, pois não se tem tempo para planejar como deveria. As turmas são multisseriadas com poucos alunos e o planejamento é feito visando atender as necessidades básicas do educando. Eu faço o possivel de acordo com minha limitação para atender bem os educandos
   As expectativas em relação à formação Trilhas Campesinas: Integrando Vidas e Saberes, são boas espero que possamos juntamente com outros educadores, traçar e planejar uma trilha, onde leve o educando a explorar várias questões ambientais, climáticas, observando relevos e vegetações e também os desgastes ocorridos no meio ambiente e na natureza nos decorrer dos anos e que o educando conheça na prática o que os livro paresentam.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Comunicado

Olá Trilheiros,

O prazo para desenvolvimento e postagem do Perfil e do Passo 01(Caminhada 01) foi prorrogado para o dia 31 de maio devido a algumas escolas estarem com dificuldade de acesso a internet.

Lembrem-se que sua produção será um texto público, por isso é interessante cuidar também das questões estruturais do texto como acentuação, pontuação, título, ou seja as regras da Língua Portuguesa. Dessa forma, sugerimos que olhe atentamente a essas questões.


Como também, veja o tutorial pois lá você encontrará o passo a passo de como realizar as postagens. Como título, marcadores, etc


Tenham um ótimo estudo.

MINHA CAMINHADA

Sou Marcia, filha de agricultores vim da região Sul país da cidade de Ponte Serrada no Oeste de Santa Catarina me crie no campo com meus pais. Casei e fiquei morando no campo três anos depois mudei para cidade de onde vim. Lá tive a oportunidade de estudar e então comecei o Magistério e no fim de semana fazia Técnico em Contabilidade. Hoje sou Graduada em Pedagogia e Educação Especial com especialização em Psicopedagogia.  A partir da ai comecei a lecionar na escola e não parei mais até hoje, pois sou muito feliz e amo o que faço tenho orgulho de  fazer parte do corpo docente “ professora do campo”, porque até então eu nunca tinha trabalhando assim.  Cheguei aqui em dezembro de 2009, eu, meu marido, filho e os pais do meu marido, em busca de uma vida melhor. Ao chegar nós deparamos com uma realidade totalmente diferente da qual convivia. Meu marido filho de agricultor vem para cá mexer com lavoura eu vim acompanhar fortaleceu ainda mais a vontade de aqui ficar, pois a minha família é a parte mais importante de minha vida, amor, carinho, honestidade, franqueza, sinceridade, ética, são os valores que construímos juntos. Fazem já quatro anos que estou morando e trabalho nessa escola que é voltada para o campo, onde procuramos através dos nossos ensinamentos, mostrar para os nossos educandos que a agricultura é uma atividade rentável e importante para o nosso País.
Acredito que a formação trilhas campesinas  veio de encontro para melhorar  e adquirir novos conhecimentos, abrir caminhos, envolver o educando de acordo com a realidade, nós profissionais dessa escola que abraçamos essa causa estamos anciosos com esse trabalho. Esperamos que esse seja o momento de mostrar  os trabalhos realizados nessa escola e conhecer outras de outras realidades do campo. Ainda mais espero com esta formação é que todos nós nos convençamos de que é possível sim fazer educação voltada para a realidade campesina, valorizando estas pessoas, e trazendo esta realidade verdadeiramente para dentro do espaço escolar.
Um grande abraço carinhosa a todos os amigos trilheiros.

MINHA HISTÓRIA DE VIDA




Minha historia de vida
Sou a segunda filha de uma família de cinco irmãs e um irmão, que sempre nos relacionamos muito bem. Meu pai e minha mãe estudaram até a 4ª serie, e conosco seus filhos, eles foram sempre muito motivadores da leitura em nossa casa e isso me incentivou a ler a vida toda. Nasci no ano de 1977 na grande cidade de São Paulo. Quando eu tinha cinco anos de idade lembro-me perfeitamente, de um quadro negro que meu pai, ezimio artesão de herança paterna, fez para minha irmã que já ia na 1ª série escrever, e eu muito curiosa já me metia a arriscar na escrita de algumas letras, onde aprendi a ler muito precocemente em relação as outras crianças da minha idade. Fiz o Ensino Fundamental, em escolas municipais e estaduais. No Ensino Médio fiz teste seletivo pra entrar no Magisterio e passei. Meu pai orgulhoso contava pra todo mundo que ia ter duas filhas professoras. O Programa CEFAM foi desenvolvido em uma escola estadual do município de São Paulo e recebia uma bolsa de ajuda de custo para nos manter em periodo integral na escola. Sempre dizia que quando crescer, seria uma professora, embora não soubesse dizer em que disciplina. Mas cheguei lá. Foi uma fase muito cansativa, mas feliz. Minha vida estava seguindo rumos inquietantes, formada professora e desempregada, aceitei um convite de vir ao Mato Grosso conhecer uma nova realidade com a qual já vinha sonhando a muito tempo.Um fato marcante na minha vida foi o inicio da construção de uma família. Conheci meu esposo em outubro de 1997 e namoramos por 1 ano e 6 meses, quando tinha acabado de passar no vestibular de Letras - UNEMET (PIQD), logo casamos em abril de 1999, muito jovens. Depois do casamento, continuei me dedicado aos estudos, me formei em 2003 e em 2005 comecei uma pós-graduação (ICE- Psicopedagogia e Ciências da Educação), e aí no meio veio o Yúri, nosso bebê de 2 meses e 4 quilos, um grande presente de Deus, que acolhemos com todo carinho como se fosse nosso de verdade. A obrigação de ser mãe de família fez de mim uma mulher sempre preocupada com a repercussão de meus atos. Hoje todas essas experiencias me dão suporte para encarar as realidade com a mente reflexiva e dinamica sem dar margem a pensamentos futeis que não contribui em nada para mim e aos outros.
 O sentimento de ser professor
Lecionar para crianças e pré-adolescentes de escolas publicas é uma experiência extremamente significativa. Ao conviver com pessoas, obtemos um aprendizado que não é normalmente passado nos bancos das universidades. Por exemplo, não é ensinado como devemos nos comportar nas situações em que a violência na comunidade onde aluno vive influencia na sua aprendizagem, ou que atitudes devemos ter quando um aluno vem para a escola completamente desorientado Exatamente por problemas desse tipo recebemos atualização pedagogica constante em nosso trajeto profissional.Os resultados são mais satisfatórios quando são conseguidos ao desenvolvermos todo o conteúdo de uma forma tão significativa. A oportunidade de trabalhar em sala de aula nos mostra que a experiência de lecionar ajuda-nos a definir o que é ser professor: “Ser professor é fazer por merecer; façamos sempre o bem para poder merecer sempre”.
Hoje pensando em Educação do Campo, podemos contribuir não só no ensino aprendizagem como também nas perspectivas sociais, ajudando a criar possibilidades reais de solidariedade e de vida mais significativa no Campo.